MPE estima que Riva seja condenado até abril por desvios na Assembleia

Ao chegar em mais uma audiência criminal contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva (sem partido), o promotor Sérgio Silva Costa previu que num prazo máximo de dois meses serão emitidas as primeiras sentenças relacionadas as investigações que culminaram com a "Operação Arca de Noé". Riva e o também ex-deputado estadual Humberto Bosaipo foram denunciados várias vezes pelo Ministério Público Estadual por participação num suposto esquema de desvios de recursos públicos do Legislativo por meio de empresas fantasmas e cheques descontados em factorings do ex-policial João Arcanjo Ribeiro.

Sérgio Silva Costa explicou que a tramitação das ações criminais passaram a ser mais ageis após Riva e Bosaipo perderem o foro privilegiado diante da Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas. "A grande maioria dos processos já tramitaram em instâncias superiores e agora estamos na fase final com os depoimentos dos réus e algumas testemunhas. Houveram as instruções e, portanto, o processo está praticamente concluído", comentou.

Consta na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) que Riva teria relação com uma empresa para forjar serviços com a ALMT no valor de R$ 3.363.722,64 para possibilitar o desvio de dinheiro dos cofres públicos estaduais. Conforme a denúncia, o saque dos cheques da empresa eram feitos na boca do caixa por representantes do próprio legislativo mato-grossense. A mesma situação ocorreu com outra empresa, dessa vez no valor de R$ 2.153.393,66.

Única testemunha a comparecer a audiência até agora, o ex-deputado estadual e federal Eliene Lima (PSD) disse desconhecer o motivo da convocação feita pela juíza criminal Selma Rosane Santos Arruda. "Não tenho a menor ideia e fui chamado para testemunhar sem saber do que se trata", disse.

Eliene ainda explicou que durante o período em que esteve no Legislativo estadual nunca recebeu nenhuma vantagem financeira indevida. "Nunca tive nenhuma indução a mudar daquilo que eu tinha consciência e estou até estranhando. Não tenho conhecimento de nenhuma irregularidade. Eram líderes que conseguiram convencer o colegiado a chegar a presidência ou primeira secretaria e não me lembro de algo que tenha causado espanto de legalidade enquanto estive lá", frisou.

 

Site FolhaMax

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