Senador Blairro Maggi cobra conclusão do VLT de MT

Apesar de sempre ter se posicionado contra a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o senador Blairo Maggi (PR) voltou a defender a continuidade das obras. Para ele, não existe mais a possibilidade do governo do Estado retroagir, uma vez que boa parte dos recursos já foi investida e as obras, iniciadas. “Foi tomada a decisão, foi feito o projeto, o contrato, foi iniciada a obra e agora o problema aí esta. Eu acho que hoje abandonar isso o prejuízo é bastante grande. Na minha avaliação, nós precisamos levar adiante o projeto, readequar o projeto e implantar ele”, opinou Maggi. 

O senador afirma que ao menos uma linha tem que ser finalizada neste ano. “Defendo que ao menos a linha do aeroporto até o CPA deveria colocar para funcionar. Já a do Coxipó/Arena podemos discutir uma outra possibilidade. Mas o mais importante é retomar as obras”, enfatizou. 

Blairo Maggi respondia como governador do Estado quando Cuiabá foi escolhida como uma das cidades-sedes da Copa do Mundo. Antes de deixar o comando do Palácio Paiaguás, ele deixou alguns projetos de mobilidade urbana encaminhados, como foi o caso do modal de transporte. 

Na época, o modal escolhido por ele foi o Bus Rapid Trasit (BRT). Para ele, este era um meio muito mais viável e econômico para o Estado. “Eu sempre fui contra implantação do VLT, sempre me posicionei ao contrário, sempre defendi o BRT. Quando era governador, deixamos um projeto com pré-financiamento acertado para fazer o BRT. Na época, acho que custaria R$ 450 milhões”, pontua. 

Para ele, ao fazer a mudança de BRT para VLT o governador Silval Barbosa (PMDB) não se atentou para a questão financeira. “Com menos de R$ 500 milhões se implantava o BRT na cidade. Eu acho que seria muito mais adequado. Aí vem a discussão que o VLT é mais moderno. Tudo bem, mas na minha avaliação nós não tínhamos recurso para fazer enfrentamento para este tipo de coisa”, opina. 

Atualmente, as obras de implantação encontram-se paralisadas devido a uma determinação judicial.

 

 

Diário de Cuiabá

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