Dois ministros votam pela revogação da prisão de Silval; vistas adia julgamento

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) já tem dois votos na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar o mandado de prisão preventiva decretado em decorrência da “Operação Sodoma”. O julgamento não foi concluído por conta de um pedido de vistas da ministra Rosa Weber.

Em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros Edson Fachin e Marco Aurélio Melo manifestaram favoráveis ao deferimento do habeas corpus. Ainda restam se manifestar os ministros Luis Roberto Barroso e Luiz Fux, além de Rosa Weber.

O julgamento será retomado na próxima terça-feira (8). Caso mais um ministro vote favorável a concessão do habeas corpus, ele consegue revogar a prisão.

Relator do processo, o ministro Edson Fachin destacou que, em nenhum momento, o delator do esquema, empresário João Batista Rosa, apontou que o ex-governador foi o beneficiário com pagamento de propina oriundo da concessão de incentivos fiscais. “O ministro destacou que, não sendo citado pelo delator, um inocente pode estar preso”, disse o advogado do ex-governador, Ulisses Rabaneda.

Silval está preso desde 17 setembro do ano passado, dois dias após a deflagração da operação. Ele é acusado de ser o líder e maior beneficiário com o esquema de “venda” de incentivos fiscais em Mato Grosso.

Além dele, estão presos pelas fraudes, os ex-secretário Marcel de Cursi (Fazenda) e Pedro Nadaf (Casa Civil). O procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, denunciado no esquema, foi preso por conta da “Operação Seven”. Os demais denunciados são o ex-chefe de gabinete do ex-governador, Sìlvio César Correa Araújo, e a ex-assessora de Nadaf, Karla Cecília de Oliveira.

Porém, mesmo que consiga revogar a prisão nos próximos dias, o ex-governador seguirá detido. Isso porque, ele tem contra si outro mandado de prisão preventiva, decretado através da “Operação Seven”. Nesta ação, Silval é acusado de chefiar um esquema de desvios de R$ 7 milhões na operação de compra de uma área que já pertencia ao Estado.

O esquema ainda levou a concessão de um segundo mandado de prisão ao ex-secretário Pedro Nadaf. Outros que tiveram prisão decretada foram “Chico Lima”, o ex-adjunto de Administração, José Jesus Nunes Cordeiro, e o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, que cumpre prisão domiciliar.

 

Site Folha Max

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