Maggi cobra povo nas ruas para acelerar impeachment de Dilma

O senador Blairo Maggi (PR) defendeu veementemente o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff (PT) e avaliou que a participação popular no manifesto programado para domingo (13) será crucial para o Congresso Nacional acelerar este processo. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (8) durante seminário realizado na FIEMT (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso) que contou com a participação do ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos, Helder Barbalho (PMDB).  “Se a presidente Dilma Rousseff sair, assume alguém com outra proposta e capaz de criar condições para o país sair da crise. Tenho certeza que se isso acontecer, em três meses o país se recupera economicamente. Neste processo, as mobilizações populares são importantes. Se a população for às ruas e pedir mudanças ajuda muito o Congresso Nacional se mobilizar. Levar deputados e senadores, por exemplo, a sair dos indecisos”, disse.

Na avaliação de Maggi, a presidente Dilma Rousseff não tem mais credibilidade e se revela incapaz de produzir resultados favoráveis a economia do Brasil. “Politicamente, não vejo condição da Dilma conduzir esse governo. Ela não tem mais credibilidade. Com ela, não vamos a lugar nenhum”, declarou.

Maggi ainda avaliou que a economia brasileira não pode ser prejudicada diante do discurso de que é necessário preservar o mandato presidencial. “Não tenho nada contra a presidente Dilma Rousseff. O que não consigo entender é a defesa de deixar sangrando a economia até 2018. Isso será uma tragédia para o Brasil. A parte econômica está parada. Não chegamos ao fundo o poço, mas vai de mal a pior. A minha defesa é que para seja acelerado o processo de impeachment”.

Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia brasileira fechou 2015 em queda. A retração, de 3,8% em relação a 2014, foi a maior da série histórica. 

A indústria recuou 6,2%, construção civil 8% e serviços 2,7%. A inflação atingiu 10,67% em 2015. Para 2016, a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)  varia de 0,86% a 1%. 

Questionado a respeito da expectativa de uma eventual gestão do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), Maggi se disse confiante e aposta no peemedebista para conferir novo fôlego a economia brasileira e a capacidade de conduzir um novo projeto político. “Qualquer vice que assumir não tem respaldo popular para tomar decisões impopulares. Precisa ser feito um governo de transição e focado em ir até 2018. O Temer tem todas as condições de criar um cenário de retomada do crescimento econômico do país”, completou.

 

Site Folha Max

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