Prefeitura de Cuiabá corta salários e benefícios dos médicos em greve

A Prefeitura de Cuiabá passou a cortar, nesta segunda-feira (28), os salários e benefícios dos médicos da rede municipal de saúde que continuam em greve, mesmo após o movimento ter sido declarado ilegal pela Justiça. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, por meio de assessoria, que os salários, prêmios e incentivos dos médicos considerados faltosos já começaram a ser cortados.

A categoria está em greve há 22 dias e pede a implantação do piso nacional, que é de R$ 12,9 mil, e o pagamento de horas extras. Mesmo antes de iniciar, o movimento grevista foi declarado ilegal pela Justiça. Uma multa diária de R$ 70 mil foi imposta, caso os médicos não retornem ao trabalho.

A presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Eliana Siqueira, disse que a categoria não vai recuar diante do corte de pontos e que a greve irá continuar. A greve começou no dia 7 de março e foi declarada ilegal pela Justiça antes mesmo de iniciar. Também foi imposta multa diária caso os médicos não voltassem ao trabalho. Na primeira decisão judicial, o valor foi de R$ 50 mil. Na segunda decisão, o valor da multa subiu para R$ 70 mil.

Na decisão, o desembargador leva em conta que, pelos altos números de atendimento médico causados pelo vírus da zika, febre chicungunya e dengue, é preciso normalizar o atendimento nas unidades de saúde. Os profissionais pedem a implantação do piso nacional da categoria, que é de R$ 12,9 mil por 20 horas semanais, o pagamento das horas extras e melhores condições de trabalho. O piso atual dos médicos concursados é de R$ 3,8 mil. Por outro lado, a prefeitura afirma que não negocia com grevistas.

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