Médicos de Cuiabá suspendem greve e voltam ao trabalho

Após 51 dias de paralisação, o Sindicato dos Médicos (Sindimed) suspendeu, na noite da última terça-feira (26), a greve da categoria em Cuiabá. Na assembleia, 25 médicos votaram pela suspensão da greve, pelo prazo de 30 dias, e cinco foram contrários. Nesse período, a categoria deve seguir negociando com o prefeito Mauro Mendes (PSB).

O estopim para a mobilização foi o corte de 14% no Prêmio Saúde, que atingiu todos os trabalhadores da área. Pagamento das horas extras, adequadas condições de trabalho para atender melhor a população e a implantação do piso nacional dos médicos que é R$ 12.993 por 20 horas semanais, são reivindicações da categoria. Conforme o Sindimed, o salário atual dos médicos é de R$ 3,8 mil.

Outra exigência diz respeito ao pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA), cumprimento dos acordos coletivos homologados na Justiça e o adequado preenchimento das escalas de plantão de médicos e profissionais de enfermagem.

A greve dos médicos em Cuiabá foi considerada ilegal em duas decisões judiciais. Por descumprir a determinação de retorno ao trabalho, diariamente, foi aplicada multa de R$ 70 mil. Por isso, o prefeito Mauro Mendes determinou a abertura de processo administrativo disciplinar por abandono de emprego contra 82 médicos que passaram mais de 30 dias em greve. O processo pode levar à demissão desses profissionais.

Além disso, em entrevistas, o prefeito também minimizou a mobilização da categoria, afirmando que apenas 10% dos profissionais entraram em greve, já que a rede municipal de saúde possui 720 médicos. Ele ainda afirmou, ao Olhar Direto, que a situação da saúde em Cuiabá “sempre foi uma calamidade”, mas que tem melhorado em sua gestão.

 

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