Consórcio VLT crê que obra recomece no último trimestre e que é possível finalizar projeto em 19 meses

Os representantes do Consórcio VLT, responsável por executar as obras do novo modal, estiveram na manhã desta terça-feira (03), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participando da frente em prol do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Durante a reunião, os diretores apontaram que o projeto poderá ser retomado no último trimestre deste ano - caso tudo corra bem -, e que a execução poderá ser feita em 19 meses, dependendo da escolha do governo.

“Estamos com um pressentimento de que as coisas vão andar. Durante as nossas reuniões, foi possível ver que há interesse das duas partes para a continuação da obra. Apresentamos um cronograma físico-financeiro, que deve ser definido até a próxima sexta-feira (6), é um passo importante, mas não definitivo, para a retomada”, garante o diretor do Consórcio VLT, Luiz Milani.
 
Ainda segundo o diretor da empresa, as obras do VLT podem ser retomadas ainda este ano: “Se tudo correr bem, ainda precisamos esperar algumas coisas burocráticas, já que o projeto está judicializado. Mas acredito que podemos reiniciar a execução em outubro, no último trimestre. Tudo dependerá destas reuniões com o governo do Estado”.
 
“O prazo para que o novo modal seja finalizado vai depender de qual estratégia será adotada pelo governo. É possível terminar a obra em 19 meses, mas para isso precisamos concentrar todos os esforços. O Executivo é que definirá isto. Também dependemos das desapropriações, autorização do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na questão da Prainha. O Consórcio não acha necessário que todas as frentes sejam atacadas de uma vez só”, explicou o diretor.
 
Apesar de mostrar otimismo para a retomada das obras, os representantes do Consórcio VLT frisam que a negociação é complexa. A empresa não concorda com alguns pontos detalhados no relatório da KPMG, contratada pelo Executivo. Tanto que ela também pediu a outra empresa (Ernest Young) que fizesse uma auditoria própria, que já foi juntada no processo que corre na Justiça Federal.
 
Estudo
 
“A retomada da construção do VLT é uma vontade do governador Pedro Taques. Acreditamos que o VLT é viável. O que buscamos é a forma, sem onerar ainda mais o cidadão do que já onerou”, comentou o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques recentemente. Ao todo, o Executivo teria que desembolsar R$ 37,5 milhões para tocar anualmente o modal. Sendo assim, o Estado subsidia R$ 1,36 na tarifa por passageiro.
 
O estudo da KPMG, divulgado recentemente, ainda mostra que a procura pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande deverá ficar estagnada por ao menos, 35 anos. A análise apontou que o VLT poderá ter um aumento de 6,2% até 2045, número muito inferior ao da busca pelos ônibus que poderão aumentar em até 74,7%.
 
Nos dois cenários analisados, seja o VLT sozinho ou VLT integrado com ônibus, a estimativa é que usuários somente do novo modal em 2015 seriam de 6,3 milhões de passageiros por ano, sendo que daqui a 10 anos, em 2025, o número iria para 6,5 milhões, em 2035 aumentaria para 6,6 milhões e em 2045, para 6,7 milhões representando um crescimento de apenas 6,2% em 30 anos.
 
Obra
 
O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. Entretanto, os sucessivos atrasos levaram o governo a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano. Porém, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo.
 
O consórcio VLT Cuiabá venceu a licitação realizada em junho de 2012, na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão. Deste total, R$ 1,066 bilhão já foram pagos.
 
Em um segundo cenário, desta vez com a integração entre ônibus e VLT, a estimativa de passageiros por ano em 2015 seria de 29,5 milhões, passando para 30.217 dentro de nove anos, seguindo 30.229 em 2035 e chegando a 30.358 no ano de 2045, um crescimento de 2,73% em 30 anos.
 
Projeto
 
O modal terá dois eixos, Aeroporto-CPA e Centro-Coxipó, e será implantado no canteiro central das avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande; XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, totalizando 22 km de extensão.

 

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