Servidores já anunciam greve, caso salários de maio não tiverem reajuste em MT

Os servidores públicos estaduais praticamente “fecharam questão” de entrarem em greve geral caso não tenham a reposição inflacionária concedida no final do mês. Na tarde de hoje, eles estão reunidos na Praça das Bandeiras para definirem as ações a serem tomadas para sensibilizarem o Governo a atenderem o pleito e concederem o RGA (Reajuste Geral Anual).

Em ato realizado na Praça das Bandeiras, representantes das categorias que compõem o Fórum Sindical descartaram aceitar a proposta de não concessão do reajuste. Com faixas e palavras de ordem, disseram que vão continuar lutando pela concessão do reajuste. 

“O Governo da legalidade não respeita a constituição. Dizemos não ao calote”, dizem os servidores do Detran.

Os servidores da Unemat também já anunciaram greve caso o salário de maio não seja depositado com os 11,27% do RGA. “É um direito nosso estabelecido em lei e não abrimos mão dele”, disse um sindicalista.

Após o ato de mobilização na Praça das Bandeiras, os servidores seguirão pelo Centro Político Administrativo até a Assembleia Legislativa. Eles buscarão se reunir com os deputados estaduais para cobrarem engajamento da classe política para que a reposição inflacionária seja concedida.

O ato reuniu praticamente todas as categorias, desde professores e profissionais da Educação, a delegados de polícia. Chefe da Delegacia Fazendária, que apura casos de corrupção no Estado, o delegado Lindomar Tóffoli também participa da manifestação.

POLÊMICA

Na última sexta-feira, o governador Pedro Taques (PSDB) anunciou aos servidores que o Estado não teria condições de conceder o RGA. Ele disse que a medida foi tomada para garantir o pagamento do funcionalismo público em dia.

Taques e a equipe econômica afirmaram que a folha salaria cresceu em nível muito superior a arrecadação estadual nos últimos anos. Ele colocou que as leis de carreira, que tem sido honradas pela atual gestão, foram feitas de forma irresponsável, que sacrificou os cofres públicos.

Além da questão da falta de recursos para honrar os salários, o governador frisou que o Estado está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e a concessão do RGA poderá resultar em prejuízos, como falta de repasses do Governo Federal.

A reunião com o governador não agradou os sindicalistas. Isso porque, eles ao menos esperavam uma proposta para negociar.

 

Site Folha Max

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