Deputado chama servidores em greve de baderneiros e diz que movimento não representa maioria

O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) fez duras críticas aos líderes do movimento grevista que participam de protestos em reivindicação a reposição inflacionária integral. A declaração foi dada quando o parlamentar usou a tribuna na sessão extraordinária da Assembleia Legislativa que aprecia em segunda votação a mensagem de autoria do Executivo que autoriza o pagamento da RGA (Revisão Geral Anual). "Mato Grosso tem 90 mil servidores públicos. Uma minoria de 200 mal educados e desordeiros fazem papelão. A esses não deveria ser concedida a reposição inflacionária. Esses desordeiros deveriam ser todos demitidos”, disse.

Fabris ainda criticou duramente a organização dos manifestos pelos servidores públicos que até acamparam em frente a Assembleia Legislativa para pressionar pelo pagamento imediato dos 11,28% de reposição inflacionária, conforme desejado pela categoria. “Ontem estavam com o som ligado dançando e fazendo farra. É o que eles gostam de fazer”, comentou.

Na avaliação do parlamentar, a postura dos grevistas que realizaram protestos atrapalharam a negociação com o Executivo para o pagamento da reposição inflacionária. “Quero abraçar os trabalhadores verdadeiro qu estão agora produzindo para o Estado. Contem comigo quantas vezes for necessário. Mas, esse bando de desordeiro eu conheço, estou aqui faz 24 anos. Esses desordeiros deveriam ser demitidos porque são mal educados e mau caráter. Não tem trava na boca e vivem de algazarra. Os demais merecem até 11% graças a esses baderneiro o governo reduziu para 6%", comparou. 

A deputada estadual Janaína Riva (PMDB) rebateu as críticas de Fabris. “Aqui tem trabalhadores que merecem respeito. Falar aqui sem ter o direito do servidor público rebater é injustiça”, afirmou.

A parlamentar ainda criticou deputados que teriam mudados seus votos. “Os servidores públicos estão sendo julgados por empresários e até pela opinião pública. Ninguém suporta mais essa situação. O Estado tem que ser posto a funcionar”, assinalou.

A sessão que analisará o RGA parcelado de 6% até 2017 e o restante condicionado ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Estado. O projeto do governador Pedro Taques (PSDB) foi aprovado por 13  a 9 ontem e o Legislativo fará a segunda votação ainda nesta terça-feira.

 

Site Folha Max

Redes Sociais