Governador Pedro Taques e ministro renegociam as dívidas das obras da Copa

O governador Pedro Taques (PSDB) embarcou na noite de terça-feira (28) rumo a Brasília para participar de uma reunião com o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), para discutir a possibilidade de os Estados que sediaram a Copa do Mundo receberem uma carência para pagar as dívidas contraídas com o governo federal para a realização do evento. 

O período considerado satisfatório por Taques é de 18 a 24 meses, o que será avaliado ainda pela equipe econômica do governo federal. 

No total, foram 12 cidades que sediaram os jogos da Copa do Mundo de 2014 realizada no Brasil. Trata-se de Cuiabá, Manaus, Brasília, Natal, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Os 12 Estados tem que uma carência que permita reequilibrar as finanças. Não dá para continuar da maneira que está em um momento de crise generalizada para todos”, disse o governador. 

O presidente interino da República, Michel Temer (PMDB), já autorizou uma moratória da dívida aos Estados pelo período de seis meses. Isso porque muitos Estados como o Rio de Janeiro, que decretou estado de calamidade pública, e o Rio Grande do Sul, que sequer conseguiu pagar a íntegra do 13º salário, não conseguiriam honrar os compromissos financeiros. 

Atualmente, 40% da dívida de Mato Grosso se deve as obras da Copa do Mundo. Outros 27% estão dolarizados, o que gera a necessidade de pagar R$ 135 milhões ao Bank Of America. E o restante que é pouco mais de 30% está sendo negociado com a União para efeito de moratória até o final de dezembro.

Os termos da negociação com o governo federal, além do prazo de carência, envolve a criação de um grupo de trabalho com integrantes da Casa Civil e da Secretaria de Estado de Cidades (Secid). "Precisamos desse grupo para que possamos, além dos R$ 400 milhões que temos para a conclusão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), conseguirmos mais recursos".

 

Site Folha Max

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