MPE revela que empresários faturaram R$ 2,4 milhões com esquema em MT

Os empresários Juliano Volpato e Edézio Corrêa, administradores das empresas Marmeleiro Auto Posto Ltda. e Saga Comércio Ltda., faturaram indevidamente R$ 2,4 milhões dos cofres públicos. A informação consta em denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), feita pela promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco, em 29 de dezembro de 2016.

A denúncia do MPE culminou na deflagração da quinta fase da “Operação Sodoma”, em 14 de fevereiro. Na data, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, conduções coercitivas e pedidos de busca e apreensão domiciliar. As delações premiadas dos empresários motivaram a nova fase da operação.

Na quinta parte da Sodoma, os principais alvos das investigações foram os contratos firmados irregularmente entre o Estado e as empresas Marmeleiro Auto Posto e Saga Comércio. O MPE descobriu que os empresários pagavam propinas à organização criminosa que estava no poder durante a gestão de Silval Barbosa (PMDB), apontado como líder do esquema.

Conforme a denúncia do MPE, os empresários teriam ganhado ilegalmente o valor de R$ 2.439.500 milhões, dividido entre o que foi apropriado por eles e o que foi entregue em forma de propina à organização criminosa, por meio dos contratos irregulares.

A promotora de Justiça aponta que, aproximadamente, R$ 1,440 milhão foi utilizado pelos empresários para entregar as propinas para a organização criminosa na Secretaria Estadual de Administração. O valor foi repassado durante o período de fevereiro de 2013 a outubro de 2014.

Do total obtido indevidamente pelos empresários, o valor de R$ 999.500 mil permaneceu com os sócios da Marmeleiro Auto Posto e da Saga Comércio. O dinheiro é correspondente a contratos irregulares no período de setembro de 2013 a outubro de 2014.

De acordo com a promotora, na organização criminosa que exigia a cobrança de propinas estavam o ex-governador Silval Barbosa, o ex-chefe de gabinete, Sílvio Cezar Corrêa, os ex-secretários de Administração, José Jesus de Cordeiro Nunes, César Zílio, Pedro Elias e Francisco Faiad, além do ex-secretário adjunto de Transportes e Pavimentação, Valdísio Juliano Viriato.

O esquema criminoso contava também com a participação do servidor público Alaor Alvelos Zeferino de Paulo, na época secretário adjunto de Transportes e Vias Urbanas, e do ex-servidor Diego Pereira Marconi, que exercia a função de gerente de restauração e implantação na Setpu. Eles teriam participado do esquema, junto com os administradores da Marmeleiro e da Saga.

“Todos se valendo das posições estratégicas e finalísticas que ocupavam, convergindo suas ações com manifestações e determinações para que o resultado criminosos fosse atingido, cujas condutas passa a descrever”, detalha trecho da denúncia.

SODOMA 5

A quinta fase da Sodoma foi deflagrada na manhã de terça-feira (14). A investigação, presidida pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública, cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva e nove de busca e apreensão domiciliar, nos estados de Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal.

Os mandados de prisão foram cumpridos contra o ex-secretário adjunto da Setpu, Valdisio Juliano Viriato; o ex-secretário de Administração, Francisco Faiad; o ex-governador Silval da Cunha Barbosa; o ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Cesar Corrêa Araújo; e o ex-secretário adjunto de administração, José Jesus Nunes Cordeiro. Entre os conduzidos coercitivamente para interrogatórios estão o ex-candidato ao governo do Estado, Lúdio Cabral (PT); o ex-secretário de Fazenda, Marcel Souza de Cursi; Wilson Luiz Soares; Mário Balbino Lemes Junior; e Rafael Yamada Torres

 

Site FolhaMax

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