Ministro do STF Luiz Fux nega pedido para afastar prefeito de Cuiabá

Na decisão em que determinou cumprimento de 64 mandados de busca e apreensão em 11 cidades de Mato Grosso, Distrito Federal e São Paulo, o ministro Luiz Fux também negou o afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), do cargo. O peemedebista foi alvo da Polícia Federal em sua residência e no seu gabinete.

O pedido de afastamento foi feito por conta de um vídeo em que o prefeito aparece recebendo dinheiro vivo das mãos do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Sìlvio Correa. Na época, Emanuel era deputado estadual e, segundo delação do ex-governador, recebia valores mensais para “manter a governabilidade” na Assembleia Legislativa. 

A falta de contemporaneidade dos fatos foi o motivo para o ministro negar o afastamento. “Não há que se falar em afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro por conta de ato levado a efeito no cumprimento de mandato de parlamentar estadual”, diz a decisão.

CONSELHEIROS

Há informações também de que a Procuradoria Geral da República pediu o afastamento de conselheiros dos Tribunal de Contas do Estado citados na delação premiada de Silval Barbosa. Este pedido teria sido acatado pelo ministro Luiz Fux.

Segundo o ex-governador, um grupo de conselheiros teria solicitado cerca de R$ 56 milhões para não criar "empecilhos" ao ex-governador na execução das obras do programa MT Integrado. Os conselheiros beneficiados, segundo Silval, foram José Carlos Novelli, Valter Albano, Antonio Joaquim, Waldir Teis e Sérgio Ricardo. 

O ex-governador disse que articulou pagamento por meio de contratos superfaturados. Em determinado momento, porém, o pagamento da propina atrasou e o TCE, por meio de uma medida cautelar, determinou a paralisação das obras.

OPERAÇÃO MALEBOLGE

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal desencadearam nesta quinta-feira (14) a Operação Malebolge - 12ª fase da Ararath -,  que tem como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal em 64 endereços. Não há mandados de prisão.

Participam da ação 270 pessoas dentre policiais federais e membros do MPF nos seguintes municípios: Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, Araputanga, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Juara, Sorriso, Sinop, Brasília e São Paulo.

Até o momento, os alvos identificados são os gabinetes dos deputados estaduais citados na delação do ex-governador. Já foram confirmados os gabinetes de Ondanir Bortolini (PSD) "Nininho", Gilmar Fabris (PSD) e Baiano Filho (PSDB). Em Sorriso, policiais estão na casa do deputado estadual José Domingos Fraga (PSD), enquanto em Juara o alvo é a prefeita Luciane Bezerra (PSB).

Em Rondonópolis, o alvo é ex-deputado estadual Hermínio Barreto também é alvo. Em Araputanga, policiais estão em endereços ligados ao ex-deputado Airton Rondina "Português" e, em Pontes e Lacerda, policiais cumprem buscas contra o ex-deputado Antonio Azambuja.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Carlos Avalone, também é alvo.

Em Brasília, os agentes da Polícia Federal estão na casa do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. A residência dele em Rondonópolis e o prédio da Amaggi, em Cuiabá, também são alvos. 

O nome da operação, Malebolge, citado no poema A Divina Comédia, significa "bolsas malditas".

 

Fonte: Site Folha Max

Redes Sociais