PF cumpre mandados em 7 gabinetes na Assembleia Legislativa

Sete deputados estaduais foram alvos de mandados de busca e apreensão da Operação Malebolge, a 12ª fase da Ararath da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta quinta-feira (14).

 

Os agentes cumpriram os mandados nos gabinetes e residências de Romoaldo Júnior (PMDB), Wagner Ramos (PSD), Silvano Amaral (PMDB), Baiano Filho (PSDB), José Domingos Fraga (PSD), Oscar Bezerra (PSB) e Gilmar Fabris (PSD).

 

As buscas começaram por volta das 5h. Na Assembleia Legislativa havia pelo menos 20 agentes, que ficaram no local por mais de quatro horas e saíram perto das 9h30, com diversos documentos e computadores. Eles chegaram a vasculhar até o forro do teto dos gabinetes.

 

Nenhum deputado alvo da ação apareceu na Casa de Leis durante as buscas. Alguns servidores chegaram a ser barrados na entrada, quando chegaram para trabalhar.

 

A reportagem tentou, mas não conseguiu contato com o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB).

 

Já os mandados nas residências e apartamentos dos parlamentares ainda estão sendo cumpridos em Cuiabá,Tangará da Serra, Juara, Araputanga, Pontes e Lacerda, Sorriso e Sinop.

 

Na casa do deputado Zé Domingos Fraga (PSD), em Sorriso (420 km de Cuiabá), não havia ninguém no momento em que a PF chegou e foi necessário chamar um chaveiro.

 

A operação foi autorizada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teve como base a delação “monstruosa” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e de seus familiares e assessor, homologada no mês passado.

 

No total, foram cumpridos mandados em 64 endereços. 

 

Na delação, os parlamentares são acusados de receber ou pedir propinas e outras vantagens indevidas na gestão de Silval e do ex-governador e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). 

 

Romoaldo Júnior, Wagner Ramos, Baiano Filho, José Domingos Fraga e Gilmar Fabris figuram como um dos beneficiários de esquema de “mensalinho”, valor mensal que variava de R$ 30 mil a R$ 50 mil, e que seria pago pelo Executivo para obter o apoio dos deputados. 

 

Já Silvano Amaral teria recebido R$ 200 mil de propina para aprovação das contas de Governo, referentes a 2014.

 

 

Oscar Bezerra é acusado por Silval de ter cobrado propina de R$ 15 milhões para não envolver o nome dele na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Obras da Copa, na Assembleia Legislativa. 

 

Fonte: Site Midia News

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