Taques rebate Mauro e lembra que empresas também quebram por fracasso

O governador Pedro Taques (PSDB) reagiu de forma categórica na noite de hoje pela primeira vez as críticas que vem recebendo do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM). Os dois devem disputar o Palácio Paiaguás neste ano assim como senador Welligton Fagundes (PR).

Mauro foi uma das 31 lideranças políticas que assinaram nesta semana uma carta de desagravo ao desempenho da gestão do governador tucano. O grupo de ex-aliados alegou que Taques promoveu a "quebra" do Estado assinalando que estão decepcionados com a gestão que teve o maior número de secretários afastados e presos do Estado.

Mauro considerou o Estado está quebrado com um déficit atulamente de R$ 3 bilhões. "O Estado está quebrado. Isto representa mais quatro vezes do que ele assumiu o Estado em 2015", apontou na manhã de hoje ao participar da solenidade de comemoração aos 40 anos do grupo Futurista.

Mauro Mendes ainda afirmou estar decepcionado com a gestão. "Tenho um sentimento de decepção. Ele foi um bom senador, mas infelizmente todos pagam a conta por um governo ruim", disse, ao acrescentar que Taques não pode ser reeleito assim como o presidente da República.

Ao chegar para uma reunião da executiva estadual do PSDB, Taques rebateu as declarações do ex-aliado nas campanha de 2010, 2012, 2014 para Governo do Estado, prefeitura de Cuiabá e Senado da República. "Algumas empresas quebram também por fracasso", disse ao programa Resumo do Dia (TV Brasil Oeste - canal 8).

Sem entrar em detalhes de forma profunda, o governador também condenou o estilo empresarial de Mauro. O grupo Bimetal, que tem o ex-prefeito como dono, está em recuperação judicial com dívidas de cerca de R$ 100 milhões.

Nos bastidores, a situação empresarial seria um dos fatores que impedem Mauro de definir a disputa ao Governo. Ele pediu até o final de maio para anunciar se será ou não candidato.

Taques também comentou a carta dos descontentes. "A Constituição Federal garante a livre manifestação verbal ou escrito e faz parte da democracia", limitou-se a dizer.

 

Fonte: Leonardo Heitor / FolhaMax

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